Altar

Altar (2003)

Faz algum tempo que uma imagem me persegue: as pessoas estão ali, naquele quarto. Tento perceber o que se passa entre elas. Porquê esta imagem que me vem persistentemente, que me persegue? Porquê estas pessoas? O que é que se passa entre elas naquele preciso momento, naquela luz exacta? Imagens tão mudas que aos olhá-las me pareça que fechei os olhos.

Data de estreia
2003-10-03
TMDB
7.3 / 10 (3)
Duração
1 h 15 min
Géneros
Romance, Drama
Realizador
Rita Azevedo Gomes

Elenco

Curiosidades

Altar é um filme de drama experimental português, de 2002, realizado, escrito e produzido por Rita Azevedo Gomes. A longa-metragem é protagonizada por René, um dramaturgo que recorda as sensações do seu primeiro amor. A questão cinematográfica da obra relaciona-se com a literatura, o teatro e a pintura.

Produção

Altar é uma longa-metragem de Portugal, de 2002, produzida por Rita Azevedo Gomes com o apoio de Bazar do Vídeo, David & Golias, Lx Filmes, Abril em Maio, Ciência Gráfica, Concept e Tóbis Portuguesa.

Após a experiência de realizar Frágil como o Mundo, uma produção com mais recursos financeiros, mas também mais controlada artisticamente, Azevedo Gomes pretendia recuperar alguma liberdade criativa. O projeto de Altar nasceu da intenção da realizadora em filmar um texto de 40 páginas que a fascinava, utilizando apenas um ator, num cenário açoreano.

Rita Azevedo Gomes escreveu o argumento do filme, que consiste na apropriação de excertos de obras literárias como passagens de poesia de E. E. Cummings e Sophia de Mello Breyner Andersen (versos do poema Um dia branco são repetidos ao longo de Altar).

O filme foi rodado na Serra de Montejunto, numa casa emprestada à realizadora. Esta ficção experimental foi filmada por conta própria Azevedo Gomes. As restrições impostas pelo orçamento contribuíram para os seus visuais austeros, a opção por gravar em digital e representaram um esforço de grupo para todos os envolvidos.

A banda sonora do filme inclui temas do músico italiano Roberto Murolo. A música mais recorrente ao longo da obra é a canção dinamarquesa intitulada Altar, interpretada a capella por Susana Moody no Teatro Nacional de São Carlos, propositadamente para o filme.

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