Blaise Pascal

Blaise Pascal (1972)

In this evocative, atmospheric biography, Roberto Rossellini brings to life philosopher and mathematician Blaise Pascal, who, amid religious persecution and ignorance, believed in a harmony between God and science.

Data de estreia
1972-05-16
TMDB
7.5 / 10 (14)
Duração
2 h 9 min
Géneros
Cinema TV, Drama, História
Realizador
Roberto Rossellini

Elenco

Curiosidades

Blaise Pascal é um telefilme franco-italiano dramático biográfico de 1972 dirigido por Roberto Rossellini, em uma coprodução RAI-ORTF. Acompanha a trajetória do matemático, filósofo, teólogo, inventor e físico Blaise Pascal, dos seus 17 anos até sua morte, demonstrando a formação de seu pensamento científico e teológico, suas invenções e formulações, e sua relação com o jansenismo. Faz parte de um série de telefilmes histórico-didáticos realizados pelo diretor e é o segundo a tratar de um filósofo; precedido apenas por Sócrates, transmitido em 1971.

Produção e distribuição

Rossellini, especialmente a partir dos anos 1960, vinha se sentindo insatisfeito com o cinema, a arte e o mundo contemporâneo e via na televisão uma ferramenta para espalhar educação para milhões de pessoas; ajudando a criar, assim, uma sociedade mais "iluminada".

A ênfase de Rossellini em abordar a história era a de mostrar a evolução do pensamento e das ideias. Ele queria apresentar a história de indivíduos que realizaram gestos de liberdade e que foram contra estruturas rígidas do pensamento de suas épocas. Não queria focar no grandiosismo de figuras históricas, mas, sim, em sua fragilidades — os "heróis" são representados como pessoas comuns e há sempre a ênfase no cotidiano, nas pequenas ações.

Inspirado pela pedagogia do pensador checo Comenius, que dava espaço especial à imagem no processo educativo, Rossellini formulou seus objetivos e mecanismos didáticos de seus filmes históricos. Pretendia aliar o olhar livre dos vícios da linguagem cinematográfica, de um público ainda não familiarizado com a programação televisa nascente, a uma "imagem essencial".

Como Rossellini tentava traduzir suas utopias de forma pragmática à tela, sempre partindo da economia de recursos, algumas escolhas foram tomadas: uso da lente Pancinor, lente zoom desenvolvida pelo próprio Rossellini; do plano-sequência, contendo, em um único take, inúmeras mensagens e informações; enquadramento frontal, na altura dos olhos, que mostra o corpo inteiro; simplicidade da forma narrativa, episódica e linear, retirando tensão e o sus…

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