Tabu

Tabu (2012)

Aurora tinha uma quinta em África, no sopé do Monte Tabu...

Uma idosa temperamental, a sua empregada cabo-verdiana e uma vizinha dedicada a causas sociais partilham o andar num prédio em Lisboa. Quando a primeira morre, as outras duas passam a conhecer um episódio do seu passado: uma história de amor e crime passada numa África de filme de aventuras.

Data de estreia
2012-04-05
TMDB
7.0 / 10 (180)
Duração
2 h 0 min
Géneros
Drama, Romance
Realizador
Miguel Gomes

Elenco

Curiosidades

  • Filmado em: Portugal e Lisboa
  • Prémios: 3 · Nomeações: 1. Incluindo: Prémios Sophia; Prémio Autores; Golden Globe (Portugal) for Best Film

Tabu é um filme de 2012 do género drama romântico. Co-produzido internacionalmente, é realizado por Miguel Gomes a partir de um argumento de Gomes com Mariana Ricardo, que invoca, em homenagem cinéfila, a obra homónima de F. W. Murnau de 1931, tal como Sunrise, de 1927. A longa-metragem divide-se entre presente e passado e acompanha Aurora, uma mulher atormentada por um estranho episódio de amor e crime que marcou a sua juventude numa colónia portuguesa em África.

Produção

Tabu é uma co-produção internacional, liderada pela "O Som e a Fúria" (Portugal), em associação com Gullane Entretenimento (Brasil), Shellac Sud (França), ZDF/Arte (Alemanha) e Rádiotelevisão de Portugal. Contou com o apoio financeiro do Instituto do Cinema e Audiovisual, Centre National du Cinéma et de l'Image Animée, Film Fund Hamburg Schleswig-Holstein e Agência Nacional do Cinema.

A ideia original do argumento começou a formar-se em torno da personagem de Pilar, que partilha características com uma tia de Miguel Gomes, também ela solteira, católica e ativista. Segundo o realizador, essa tia "contou-me sobre a sua vizinha senil e paranóica, que regularmente (...) dizia que a sua governanta a trancava no quarto à noite e a tratava mal, mas ela não tinha provas disso.

Quanto às restantes partes do filme Prólogo e Paraíso, Gomes admite: "não sei como acabei em África". Ainda assim, revela em entrevista que na fase de preparação do filme, o realizador conheceu membros de uma banda de música em Moçambique que demonstravam um apurado pensamento político acerca do país, mas que era regulado por um lado muito afetivo associado à sua juventude no país.

A produção iniciou-se com a rodagem de Paraíso Perdido em Lisboa. Houve uma preparação com fotos de teste aos cenários e adereços, para definir os tons de cinzento. O trabalho com os atores decorreu também de uma forma mais convencional, com a rodagem a seguir-se a meses de ensaios a partir do guião.

Após esta fase, os produtores informaram a equipa de que o orçamento não iria permitir a deslocação a África para rodar Paraíso e seria necessário esperar entre um e dois anos por financiamento adicional. Miguel Gomes e a restante equipa técnica de Tabu reuniram e foi decidido abdicar do guião e partir para Moçambique, independentemente da escassez de meios.

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